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    José
    Saramago



    Nasceu na aldeia ribatejana de Azinhaga, em Golegã, no dia 16 de Novembro de 1922,embora o registo oficial mencione o dia 18. Seus pais emigraram para Lisboa quando ele ainda não tinha três anos de idade.Toda a sua vida tem vivido na capital, embora até ao princípio da idade madura tivessem sido numerosas e às vezes prolongadas as suas estadias na aldeia natal.
    A vida simples, passada em grande parte em Lisboa, para onde a família se muda em 1924 – era um menino de apenas 2 anos de idade – impede-o de entrar na universidade, apesar do gosto que demonstra desde cedo pelos estudos. Para garantir o seu sustento, formou-se numa escola técnica. O seu primeiro emprego foi serralheiro mecânico. Entretanto, fascinado pelos livros, à noite visitava com grande frequência a Biblioteca Municipal Central - Palácio Galveias na capital portuguesa.
    Autodidacta, aos 25 anos publica o primeiro romance Terra do Pecado (1947), mesmo ano de nascimento da sua filha, Violante, fruto do primeiro casamento com Ilda Reis – com quem se casou em 1944 e permaneceu até 1970 - nessa época, Saramago era funcionário público; em 1988, casar-se-ia com a jornalista e tradutora espanhola María del Pilar del Río Sánchez, que conheceu em 1986, ao lado da qual continua a viver. Em 1955, começa a fazer traduções para aumentar os rendimentos – Hegel, Tolstói e Baudelaire, entre outros autores a quem se dedica.
    Depois de Terra do Pecado, Saramago apresenta ao seu editor o livro Clarabóia, que, rejeitado, permanece inédito até hoje. Saramago persiste nos esforços literários e, 19 anos depois – então funcionário da Editorial Estudos Cor - troca a prosa pela poesia e lança Os Poemas Possíveis. Num espaço de cinco anos, depois, publica sem alarde mais dois livros de poesia, Provavelmente Alegria (1970) e O Ano de 1993 (1975). É quando troca também de emprego, abandonando a Estudos Cor para trabalhar no Diário de Notícias, depois no Diário de Lisboa. Em 1975, retorna ao Diário de Notícias como director-adjunto, onde permanece por dez meses, até 25 de Novembro do mesmo ano, quando os militares portugueses intervêm na publicação (reagindo ao que consideravam os excessos da Revolução dos Cravos) demitindo vários funcionários.Demitido, Saramago resolve dedicar-se apenas à literatura, substituindo de vez o jornalista pelo ficcionista: "(…) Estava à espera de que as pedras do puzzle do destino – supondo-se que haja destino, não creio que haja – se organizassem. É preciso que cada um de nós ponha a sua própria pedra, e a que eu pus foi esta: "Não vou procurar trabalho", disse Saramago em entrevista à revista Playboy, em 1988.
    Da experiência vivida nos jornais, restaram quatro crónicas: Deste Mundo e do Outro, 1971, A Bagagem do Viajante, 1973, As Opiniões que o DL Teve, 1974 e Os Apontamentos, 1976. Mas não são as crónicas, nem os contos, nem o teatro os responsáveis por fazer de Saramago um dos autores portugueses de maior destaque - missão reservada a seus romances, género a que retorna em 1977.
    Três décadas depois de publicado Terra do Pecado, Saramago retorna ao mundo da prosa ficcional com Manual de Pintura e Caligrafia. Mas, ainda não foi aí que o autor definiu o seu estilo. As marcas características do estilo saramaguiano só apareceriam com Levantado do Chão (1980), livro no qual o autor retrata a vida de privações da população pobre do Alentejo.
    Dois anos depois de Levantado do Chão (1982) surge Memorial do Convento, livro que conquista definitivamente a atenção de leitores e críticos. Nele, Saramago mistura factos reais com personagens inventados: o rei D. João V e Bartolomeu de Gusmão, com a misteriosa Blimunda e o operário Baltazar, por exemplo.De 1980 a 1991, o autor traz a lume mais quatro romances que remetem a fatos da realidade material, problematizando a interpretação da "história" oficial: O Ano da Morte de Ricardo Reis (1984) - sobre as andanças do heterónimo de Fernando Pessoa por Lisboa; A Jangada de Pedra (1986) - quando a Península Ibérica solta-se do resto da Europa e navega pelo Atlântico; História do Cerco de Lisboa (1989) - onde um revisor é tentado a introduzir um "não" no texto histórico que corrige, mudando-lhe o sentido; e O Evangelho Segundo Jesus Cristo (1991) - onde Saramago reescreve o livro sagrado sob a óptica de um Cristo humanizado (sendo esta a sua obra mais controvertida).
    Nos anos seguintes, entre 1995 e 2005, Saramago publicará mais seis romances, dando início a uma nova fase em que os enredos não se desenrolam mais em locais ou épocas determinados e personagens dos anais da história se ausentam: Ensaio Sobre a Cegueira (1995); Todos os Nomes (1997); A Caverna (2001); O Homem Duplicado (2002); Ensaio Sobre a Lucidez (2004); e As Intermitências da Morte (2005). Nessa fase, Saramago penetra de maneira mais investigadora os caminho Fez estudos secundários que não pôde continuar por dificuldades econômicas.No seu primeiro emprego foi serralheiro mecânico, tendo depois exercido diversas outras profissões, como: desenhista, funcionário público, editor, tradutor, jornalista.
    Publicou o seu primeiro livro, um romance (Terra do Pecado), em 1947, e ficou sem publicar até 1966.
    Trabalhou durante doze anos numa editora, onde exerceu funções de direção literária e de produção.
    Colaborou como crítico literário na Revista Seara Nova. Em 1972 e 1973 fez parte da redação do Jornal Diário de Lisboa onde foi entador político, tendo também coordenado, durante alguns meses, o suplemento cultural daquele jornal.
    Pertenceu à primeira Direção da Associação Portuguesa de Escritores. Entre Abril e Novembro de 1975 foi diretor-adjunto do Diário de Notícias.
    Desde 1976 viveu exclusivamente do seu trabalho literário.
    José Saramago partiu na manhã de 18 de junho de 2010, com 87 anos e em casa, ao lado da esposa que tanto amava.

    Acesse para mais informações www.josesaramago.org



Em 2003, durante a leitura de um de seus livros, em São Paulo,e com o editor Luiz Schwarcz.

A bagagem do viajante, Companhia das Letras,
R$-39,00
 


Don Giovanni ou o dissoluto absolvido, Companhia das Letras,
R$-32,00


 O ano de 1993, Companhia das Letras, 2007,
R$-36,00
 


A viagem do elefante, 2008, Companhia das Letras, R$-44,00


In nomine dei , Companhia das Letras,
R$-45,00


Caim, 2009, Companhia das Letras,
R$-38,00
 


Ensaio sobre a cegueira, Companhia das Letras,
R$-43,00


O caderno-Textos escritos para o blog, Companhia das Letras,2009, R$-47,00


O ano da morte de Ricardo Reis, Companhia das Letras,
R$-57,00



 O conto da ilha desconhecida, Companhia das Letras,
R$-29,00
 


Levantado do chão, Bertrand Brasil,
R$-54,00
 


Memorial do convento, Bertrand Brasil,
R$-54,00
 


A jangada de pedra, Edição de bolso, Companhia das Letras,
R$-20,50


O evangelho segundo Jesus Cristo, Edição de Bolso, Companhia das Letras, R$-24,00

As pequenas memórias, Companhia das Letras, 2006,
R$-32,00


Cadernos de Lanzarote II, Companhia das Letras,
R$-61,50


Ensaio sobre a lucidez, Companhia das Letras,
R$-45,00


A caverna, Companhia das Letras,
R$-49,50
 


O evangelho segundo Jesus Cristo,Companhia das Letras,
R$-52,50


História do cerco de Lisboa, Companhia das Letras
R$-49,00


O homem Duplicado bolso, Companhia de bolso, 2008, R$-21,00


O homem duplicado, Companhia das Letras
R$-48,00
 


As intermitencias da morte, Companhia das Letras,
R$-38,00


Jangada de pedra, Companhia das Letras,
R$-46,00
 


Manual de pintura e caligrafia, Companhia das Letras,
R$-46,00


Viagem a Portugal, Companhia das Letras,
R$-52,00
 


Objecto Quase, Companhia das Letras, R$-34,00



Todos os nomes, Companhia das Letras,
R$-44,00



 

Livros - Submarino.com.br

Um dos autógrafos mais cobiçados do mundo literário.

 Prêmios recebidos pelo autor:

Prêmio da Associação de Críticos Portugueses A Noite, 1979
Prêmio Cidade de Lisboa Levantado do Chão, 1980
Prémio PEN Clube Português Memorial do Convento, 1982
O Ano da Morte de Ricardo Reis, 1984
Prêmio Literário Município de Lisboa Memorial do Convento, 1982
Prêmio da Crítica (Associação Portuguesa de Críticos) O Ano da Morte de Ricardo Reis
Prêmio Dom Dinis O Ano da Morte de Ricardo Reis, 1986
Grande Prêmio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores O Evangelho Segundo Jesus Cristo,1992
Prêmio Consagração SPA (Sociedade Portuguesa de Autores), 1995
Prêmio Camões, 1995
Prêmio Grinzane-Cavour O Ano da Morte de Ricardo Reis, 1987
Prêmio Internacional Ennio Flaiano (Levantado do Chão), 1992
Prêmio do jornal The Independent O Ano da Morte de Ricardo Reis, 1993
Prêmio Internacional Literário Mondello (Palermo), 1992 (Conjunto da Obra).
Prêmio Literário Brancatti (Zafferana/Sicília), 1992 ( pelo conjunto da obra)
Prêmio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores (APE),1993
Prêmio Consagração SPA (Sociedade Portuguesa de Autores),1995
Prêmio Nobel da Literatura,1998


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